📊 Simulado PICO, FINER e SMART — Pesquisa em Saúde
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📈 Nota Final
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🏥 GRUPO 1 — UBS Pimentas: Idosos Diabéticos e HbA1c
Q1.
Formule o PICO para este estudo
Equipe quer estudar se educação em saúde (palestras+grupos) reduz HbA1c comparado a acompanhamento convencional. 120 diabéticos tipo 2 cadastrados. Fizeram estudo piloto:
- Grupo educação (n=60): HbA1c média inicial 9.2%, final 7.8%
- Grupo convencional (n=60): HbA1c média inicial 9.0%, final 8.7%
- Internações por descompensação: Educação=3, Convencional=12
• P (População): Idosos diabéticos tipo 2 da UBS Pimentas cadastrados
• I (Intervenção): Educação em saúde (palestras + grupos)
• C (Comparação): Acompanhamento convencional
• O (Outcome/Desfecho): Redução da HbA1c (meta <7%)
📝 RESPOSTA COMPLETA:
P: Idosos com DM2 da UBS Pimentas, idade ≥60 anos | I: Educação em saúde (palestras mensais + grupos de discussão) | C: Acompanhamento convencional (consultas rotina) | O: Redução da HbA1c (variação pré-pós tratamento)
📊 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO:
• Identificou PICO corretamente (não PECO, pois é experimental)
• Cada P, I, C, O bem definidos
• Mencionou população específica (UBS, idade, DM2)
Q2.
Este é um estudo experimental ou observacional? Justifique. Se o desfecho fosse "internação por descompensação", monte a tabela 2×2 e calcule o RR.
✅ GABARITO
TIPO DE ESTUDO:
Experimental (Ensaio Clínico)
Justificativa: O pesquisador APLICA a intervenção (educação em saúde), determinando quem recebe educação e quem recebe acompanhamento convencional.
TABELA 2×2 (Desfecho: Internação):
Internado
Não Internado
Educação
a = 3
b = 57
Convencional
c = 12
d = 48
CÁLCULO DE INCIDÊNCIA:
• Incidência no grupo educação: 3/60 = 5%
• Incidência no grupo convencional: 12/60 = 20%
RR = 5% / 20% = 0,25
📝 INTERPRETAÇÃO:
A educação em saúde REDUZIU em 75% o risco de internação por descompensação. O RR=0,25 indica que o grupo com educação teve apenas 1/4 do risco de internação (fator de PROTEÇÃO, pois RR < 1).
📊 PALAVRAS-CHAVE:
• Identificou estudo como experimental (pesquisador aplica)
• Montou tabela 2×2 corretamente
• Calculou incidência (não prevalência)
• Interpretou RR < 1 como proteção
⚠️ ERRO COMUM: confundir RR com OR, ou usar prevalência em estudo prospectivo
Q3.
Avalie esta pergunta de pesquisa pelo critério FINER
✅ GABARITO
FINER (Critério de Qualidade da Pergunta):
• F (Factível): Tem recursos, tempo, pessoas?
• I (Interessante): Desperta interesse da equipe e comunidade?
• N (Novo): Contribuição nova para conhecimento local?
• E (Ético): Aprovado por CEP, TCLE?
• R (Relevante): Resultado será útil para a prática?
ANÁLISE FINER:
• F ✅: 120 pacientes, equipe multidisciplinar (NASF disponível), recursos mínimos
• I ✅: DM descontrolado é frequente, equipe interessada em educação
• N ✅: Dados locais sobre educação em DM são escassos
• E ✅: Sem riscos éticos (educação não prejudica), CEP aprovado, TCLE obtido
• R ✅: Reduz complicações (internação, custos), melhora qualidade de vida
📝 CONCLUSÃO:
Pergunta EXCELENTE pelo FINER — todos os critérios atendidos. Projeto viável, ético, inovador e prático.
🏥 GRUPO 2 — UBS Continental: Aleitamento e Infecções Respiratórias
Q4.
Monte o PICO ou PECO. Justifique qual é o adequado.
Investigação retrospectiva. 80 crianças <5 anos: 40 com IVAS grave (casos) e 40 saudáveis (controles).
- Casos que NÃO receberam aleitamento exclusivo: 28
- Casos que receberam aleitamento exclusivo: 12
- Controles que NÃO receberam aleitamento exclusivo: 10
- Controles que receberam aleitamento exclusivo: 30
• P (População): Crianças <5 anos da UBS Continental
• E (Exposição): Não receber aleitamento exclusivo (observada retrospectivamente)
• C (Comparação): Receber aleitamento exclusivo
• O (Outcome): IVAS grave
JUSTIFICATIVA:
É PECO (não PICO) porque:
• Estudo RETROSPECTIVO (olha para o passado)
• Estudo CASO-CONTROLE (seleciona pelos doentes)
• O pesquisador OBSERVA quem recebeu ou não aleitamento, não APLICA intervenção
• PICO = experimental | PECO = observacional
📝 RESPOSTA COMPLETA:
P: Crianças menores de 5 anos da comunidade adstrita à UBS Continental | E: Não receber aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses | C: Receber aleitamento materno exclusivo | O: Desenvolver IVAS grave (hospitalizações respiratórias)
Q5.
Monte a tabela 2×2 e calcule o OR. Interprete.
✅ GABARITO
TABELA 2×2 (Caso-Controle):
Casos (IVAS grave)
Controles (Saudáveis)
NÃO aleitamento exclusivo
a = 28
b = 10
Aleitamento exclusivo
c = 12
d = 30
CÁLCULO DE OR:
OR = (a × d) / (b × c)
OR = (28 × 30) / (10 × 12)
OR = 840 / 120 OR = 7,0
📝 INTERPRETAÇÃO:
Crianças que NÃO receberam aleitamento exclusivo tiveram 7 VEZES MAIS CHANCE de desenvolver IVAS grave comparadas àquelas que receberam aleitamento exclusivo. OR=7,0 é um fator de risco forte.
📊 PONTOS-CHAVE:
• Identificou corretamente como caso-controle
• Usou OR (não RR!) — erro comum
⚠️ ERRO COMUM: usar RR em estudo caso-controle (não é prospectivo, não tem incidência)
• Interpretou OR > 1 como fator de risco
Q6.
Formule uma meta SMART para a UBS baseada nesses resultados.
✅ GABARITO
SMART (Meta bem estruturada):
• S (Específico): O QUÊ, QUEM, ONDE?
• M (Mensurável): Tem número/indicador?
• A (Alcançável): Possível com recursos atuais?
• R (Relevante): Resolve problema real?
• T (Temporal): Tem PRAZO?
META SMART EXEMPLO:
"Aumentar de 40% para 75% a taxa de aleitamento materno exclusivo em crianças <6 meses acompanhadas pela UBS Continental, através de grupos educativos mensais com mães, até dezembro de 2024."
• S ✅: Aumentar aleitamento exclusivo (UBS Continental, crianças <6m)
• M ✅: De 40% para 75% (indicador percentual)
• A ✅: Grupos educativos são factíveis, NASF pode apoiar
• R ✅: Reduz IVAS grave (7x menos chance)
• T ✅: Até dezembro de 2024 (12 meses)
🏥 GRUPO 3 — UBS Cumbica: Acupuntura e Dor Lombar
Q7.
Formule PICO para este estudo
Ensaio clínico piloto. 20 trabalhadores: 10 acupuntura, 10 fisioterapia convencional.
- Acupuntura com melhora da dor (EVA<3): 8
- Acupuntura sem melhora: 2
- Fisioterapia com melhora: 4
- Fisioterapia sem melhora: 6
✅ GABARITO
PICO (Experimental — Ensaio Clínico):
• P (População): Trabalhadores da construção civil com dor lombar crônica (≥3 meses)
• I (Intervenção): Acupuntura semanal por 3 meses
• C (Comparação): Fisioterapia convencional semanal
• O (Outcome): Melhora da dor (EVA < 3)
• Incidência de melhora acupuntura: 8/10 = 80%
• Incidência de melhora fisioterapia: 4/10 = 40%
RR = 80% / 40% = 2,0
📝 INTERPRETAÇÃO:
Acupuntura teve 2 VEZES MAIS CHANCE de promover melhora da dor comparada à fisioterapia convencional. RR=2,0 indica benefício considerável da acupuntura.
Q9.
Avalie pelo FINER
✅ GABARITO
FINER (Avaliação da Pergunta):
• F ⚠️: Orçamento limitado (R$500 apenas), mas piloto viável
• I ✅: Dor lombar causa afastamento do trabalho, equipe interessada
• N ✅: Inédito na unidade (dados sobre acupuntura inexistentes)
• E ✅: Acupuntura reconhecida pela PNPIC/SUS, CEP aprovado, TCLE obtido
• R ✅: Dor lombar é causa importante de afastamento (SUS gasta muito com isso)
📝 CONCLUSÃO:
Projeto BOM pelo FINER, apenas limitação orçamentária. Como é piloto com n pequeno, é factível. Resultado será relevante para expandir acupuntura na rede.
🏥 GRUPO 4 — UBS Bonsucesso: Gestantes e Pré-natal
Q10.
Monte PICO ou PECO, justifique
Estudo observacional. 150 gestantes acompanhadas: 90 com ≥6 consultas e 60 com <6 consultas.
- ≥6 consultas com complicações: 9
- ≥6 consultas sem complicações: 81
- <6 consultas com complicações: 18
- <6 consultas sem complicações: 42
✅ GABARITO
PECO (Observacional — Coorte):
• P (População): Gestantes acompanhadas pela UBS Bonsucesso
• E (Exposição): <6 consultas pré-natal (observada, não imposta)
• C (Comparação): ≥6 consultas pré-natal
• O (Outcome): Complicações no parto
JUSTIFICATIVA:
É PECO (não PICO) porque:
• Estudo COORTE PROSPECTIVO (acompanha para frente)
• Pesquisador OBSERVA quantas consultas a gestante teve (não determina)
• Mãe já decidiu/teve oportunidade de fazer consultas (EXPOSIÇÃO observada)
• PICO seria se pesquisador IMPUSESSE: "você vai fazer 6 consultas" ou "não vai fazer"
Q11.
Monte tabela 2×2, calcule RR (coorte) e interprete
✅ GABARITO
TABELA 2×2 (Coorte — exposição como linhas):
Complicações
Sem Complicações
<6 consultas
a = 18
b = 42
≥6 consultas
c = 9
d = 81
INCIDÊNCIA:
• Incidência em expostos (<6 consultas): 18/60 = 30%
• Incidência em não expostos (≥6 consultas): 9/90 = 10%
RR = 30% / 10% = 3,0
📝 INTERPRETAÇÃO:
Gestantes com <6 consultas pré-natal tiveram 3 VEZES MAIS RISCO de complicações no parto comparadas àquelas com ≥6 consultas. Este é um fator de risco forte para a gestação.
Q12.
Defina meta SMART para melhorar a cobertura pré-natal
✅ GABARITO
META SMART:
"Garantir que 95% das gestantes acompanhadas pela UBS Bonsucesso completem pelo menos 6 consultas de pré-natal, com apoio de busca ativa pelos ACS, até junho de 2024."
• S ✅: 6 consultas pré-natal (UBS Bonsucesso)
• M ✅: 95% de cobertura (indicador percentual)
• A ✅: Busca ativa factível com ACS
• R ✅: Reduz complicações (RR=3,0)
• T ✅: Até junho de 2024 (6 meses)
🏥 GRUPO 5 — UBS Taboão: Ferro e Anemia Neonatal
Q13.
Formule PICO
Ensaio clínico. 100 gestantes: 50 receberam suplementação de ferro, 50 não.
- Ferro com anemia neonatal: 5
- Ferro sem anemia: 45
- Sem ferro com anemia neonatal: 15
- Sem ferro sem anemia: 35
✅ GABARITO
PICO (Experimental):
• P: Gestantes cadastradas na UBS Taboão
• I: Suplementação de ferro (sulfato ferroso 3x/semana)
• C: Sem suplementação (controle)
• O: Anemia neonatal (Hb < 13,5 g/dL no RN)
Q14.
Monte tabela 2×2, calcule RR e interprete. Calcule também o NNT.
✅ GABARITO
TABELA 2×2:
Anemia Neonatal
Sem Anemia
Com Ferro
a = 5
b = 45
Sem Ferro
c = 15
d = 35
CÁLCULO DE RR:
• Incidência com ferro: 5/50 = 10%
• Incidência sem ferro: 15/50 = 30%
Ferro REDUZIU em 67% o risco de anemia neonatal (RR=0,33, fator de PROTEÇÃO). A cada 5 gestantes suplementadas, previne-se 1 caso de anemia neonatal (NNT=5).
Q15.
Avalie pelo FINER
✅ GABARITO
FINER (Avaliação completa):
• F ✅: Verba municipal disponível, equipe preparada
• I ✅: Secretaria de saúde muito interessada (prioridade gestacional)
• N ✅: Pouco estudado localmente
• E ✅: CEP aprovado, TCLE obtido, sem riscos (ferro é seguro)
• R ✅: Anemia neonatal é problema de saúde pública (impacto cognitivo)
📝 CONCLUSÃO:
Projeto EXCELENTE pelo FINER — todos os critérios plenamente atendidos. Alto potencial para ampliação da política de ferro na rede.
🏥 GRUPO 6 — UBS Jardim Primavera: Depressão Pós-Parto
Q16.
Formule PICO
Ensaio clínico. 80 puérperas: 40 com acompanhamento psicológico semanal, 40 com consulta padrão.
- Psicológico com depressão (Edinburgh≥13): 4
- Psicológico sem depressão: 36
- Padrão com depressão: 14
- Padrão sem depressão: 26
✅ GABARITO
PICO (Experimental):
• P: Puérperas (1-30 dias pós-parto) da UBS Jardim Primavera
• I: Acompanhamento psicológico semanal por 12 semanas
• C: Consulta padrão (sem acompanhamento psicológico)
• O: Depressão pós-parto (Edinburgh ≥ 13)
Acompanhamento psicológico REDUZIU em 71% o risco de depressão pós-parto. A cada 4 puérperas acompanhadas, previne-se 1 caso de depressão.
Q18.
Defina meta SMART
✅ GABARITO
META SMART:
"Implementar acompanhamento psicológico para 80% das puérperas cadastradas pela UBS Jardim Primavera, através de psicólogo 1 dia/semana, até março de 2024."
• S ✅: 80% puérperas com acompanhamento psicológico semanal
• M ✅: 80% de cobertura (indicador percentual)
• A ✅: Psicólogo 1 dia/semana é factível
• R ✅: Reduz DPP em 71% (NNT=4)
• T ✅: Até março de 2024 (6 meses)
🏥 GRUPO 7 — UBS Serra Verde: Parasitoses Ribeirinhas
Q19.
Formule PICO
Ensaio comunitário. 120 crianças: 60 com kit higiene+oficinas, 60 só vermifugação.
- Kit+oficina com reinfecção: 12
- Kit+oficina sem reinfecção: 48
- Só vermifugação com reinfecção: 30
- Só vermifugação sem reinfecção: 30
✅ GABARITO
PICO (Experimental — Ensaio Comunitário):
• P: Crianças 5-12 anos na comunidade ribeirinha da UBS Serra Verde
• I: Kit higiene (escovinha de dentes, sabonete, toalha) + oficinas educativas mensais
• C: Vermifugação apenas (sem kit/oficinas)
• O: Reinfecção parasitária após 3 meses
Q20.
Monte tabela 2×2, calcule RR e interprete. Calcule NNT.
✅ GABARITO
TABELA 2×2:
Reinfecção
Sem Reinfecção
Kit + Oficina
a = 12
b = 48
Só Vermifugação
c = 30
d = 30
CÁLCULO:
• Incidência com kit: 12/60 = 20%
• Incidência sem kit: 30/60 = 50%
Kit + oficinas REDUZIRAM em 60% a reinfecção parasitária. A cada 4 crianças tratadas com kit + educação, previne-se 1 reinfecção nos próximos 3 meses.
Q21.
Avalie pelo FINER
✅ GABARITO
FINER:
• F ✅: Kit simples (R$15/criança), oficinas podem usar ACS + voluntários
• I ✅: Parasitoses frequentes na região, comunidade muito interessada
• N ✅: Educação para parasitoses é rara em zona ribeirinha
• E ✅: CEP aprovado, TCLE de pais/responsáveis, sem riscos
• R ✅: Reduz afastamento escolar, melhora desenvolvimento neurológico
🏥 GRUPO 8 — UBS Monte Azul: Tuberculose e Adesão
Q22.
Formule PECO. Justifique por que NÃO é PICO.
Estudo caso-controle. 50 pacientes que abandonaram TB (casos) e 50 que completaram (controles).
- Abandonaram E não tinham TDO: 35
- Abandonaram E tinham TDO: 15
- Completaram E não tinham TDO: 12
- Completaram E tinham TDO: 38
✅ GABARITO
PECO (Observacional — Caso-Controle):
• P: Pacientes com TB cadastrados na UBS Monte Azul
• E: NÃO ter Tratamento Diretamente Observado (TDO)
• C: Ter TDO
• O: Abandono do tratamento de TB
JUSTIFICATIVA (PECO, não PICO):
• Estudo CASO-CONTROLE RETROSPECTIVO (seleciona pelos desfechos)
• Pesquisador OBSERVA RETROSPECTIVAMENTE quem tinha TDO
• NÃO APLICA TDO a novos pacientes (seria PICO)
• Pesquisador observa: "Este abandonou, tinha TDO? Tinha!" ou "Este completou, tinha TDO?"
Q23.
Monte tabela 2×2, calcule OR e interprete
✅ GABARITO
TABELA 2×2 (Caso-Controle):
Abandonaram (Casos)
Completaram (Controles)
SEM TDO
a = 35
b = 12
COM TDO
c = 15
d = 38
CÁLCULO DE OR:
OR = (a × d) / (b × c)
OR = (35 × 38) / (12 × 15)
OR = 1.330 / 180 OR = 7,39
📝 INTERPRETAÇÃO:
Pacientes SEM TDO tiveram 7,4 VEZES MAIS CHANCE de ABANDONAR o tratamento de TB, comparados àqueles com TDO. TDO é um fator protetor forte contra abandono.
📊 PALAVRAS-CHAVE:
• Identificou corretamente como caso-controle
• Usou OR (não RR!)
⚠️ ERRO COMUM: usar RR em caso-controle (não tem incidência, tem chances)
• OR > 1 = fator de risco
Q24.
Defina meta SMART para implementar TDO
✅ GABARITO
META SMART:
"Implementar TDO para 100% dos pacientes com TB em tratamento na UBS Monte Azul, com ACS 2x/semana para acompanhamento supervisionado, até agosto de 2024."
• S ✅: 100% pacientes TB com TDO (2x/semana)
• M ✅: 100% de cobertura (indicador percentual)
• A ✅: ACS pode fazer visitas 2x/semana
• R ✅: Reduz abandono 7,4x (OR=7,39)
• T ✅: Até agosto de 2024 (6 meses)
🏥 GRUPO 9 — Trabalho Noturno: Síndrome Metabólica
Q25.
Monte PECO. Justifique por que NÃO é PICO.
Estudo transversal. 200 trabalhadores de fábrica em único dia.
- Noturno com síndrome metabólica: 45% (de 80 noturnos = 36)
- Diurno com síndrome metabólica: 15% (de 120 diurnos = 18)
✅ GABARITO
PECO (Observacional — Transversal):
• P: Trabalhadores da fábrica (amostra em dia único)
• E: Trabalho noturno (observado)
• C: Trabalho diurno
• O: Síndrome metabólica (no mesmo dia)
POR QUE NÃO É PICO:
• Estudo TRANSVERSAL (fotografa um único momento)
• Pesquisador OBSERVA quem trabalha no turno noturno (não aplica)
• PICO seria se dissesse: "Vou designar alguns para trabalhar noturno por 6 meses e ver o que acontece"
• Neste caso, observa: "Quem trabalha noturno AGORA tem síndrome metabólica?"
Q26.
Calcule RP. Interprete. Explique a principal limitação do estudo transversal.
✅ GABARITO
CÁLCULO DE RP (Razão de Prevalência):
• Prevalência em noturnos: 45% / 80 = 36, ou direto 36/80 = 45%
• Prevalência em diurnos: 15% / 120 = 18, ou direto 18/120 = 15%
RP = 45% / 15% = 3,0
📝 INTERPRETAÇÃO:
Prevalência de síndrome metabólica é 3 VEZES MAIOR em trabalhadores noturnos comparada aos diurnos. Entretanto, use linguagem de "ASSOCIAÇÃO" (não "risco"), pois estudo transversal não prova causação.
⚠️ LIMITAÇÃO DO TRANSVERSAL:
Não prova que turno noturno CAUSA síndrome metabólica! Possíveis explicações:
• Causalidade reversa: pessoas já com síndrome metabólica foram alocadas ao noturno (trabalho mais pesado pede gente saudável)?
• Confundidores: idade, exercício, dieta — podem explicar a associação
• Estudo = "FOTO PARADA" (não sabe ordem dos eventos)
Use "associação", não "risco" ou "causa" em transversais!
Q27.
Avalie pelo FINER + proponha meta SMART
✅ GABARITO
FINER:
• F ✅: Fácil medir (glicose, pressão, triglicérides), já rotina
• I ✅: Síndrome metabólica causa afastamento, empresa interessada
• N ✅: Pouco estudado em fábrica da região
• E ✅: CEP aprovado, dados anonimizados
• R ✅: Resultado pode mudar política de turnos
META SMART:
"Reduzir a prevalência de síndrome metabólica de 45% para 30% entre trabalhadores noturnos, implementando intervalo maior para refeições + atividades físicas 2x/semana, até dezembro de 2024."
• S ✅: 30% prevalência SM em noturnos (com atividades)
• M ✅: 30% (indicador percentual)
• A ✅: Intervalo de refeição e atividades são factíveis
• R ✅: Reduz prevalência (RP=3,0)
• T ✅: Até dezembro de 2024
🏥 GRUPO 10 — Telas e Miopia: Desafio Final
Q28.
Monte PECO. Por que NÃO é PICO? Justifique.
Estudo transversal em 3 escolas. 300 crianças 6-12 anos.
- Tela >4h/dia com miopia: 72 de 180 (40%)
- Tela <2h/dia com miopia: 18 de 120 (15%)
✅ GABARITO
PECO (Observacional — Transversal):
• P: Crianças 6-12 anos de 3 escolas
• E: Tempo de tela >4h/dia (observado)
• C: Tempo de tela <2h/dia
• O: Miopia (no mesmo dia de avaliação)
POR QUE NÃO É PICO:
• Pesquisador NÃO DETERMINOU o tempo de tela das crianças
• OBSERVOU quanto tempo cada criança já estava usando tela
• PICO seria: "Vou convidar crianças para usar tela >4h/dia por 6 meses e medir miopia"
• Aqui apenas pergunta: "Quem usa tela >4h/dia tem mais miopia?"
Q29.
Calcule RP. Interprete. Qual a limitação do transversal aqui?
✅ GABARITO
CÁLCULO DE RP:
• Prevalência em tela >4h/dia: 72/180 = 40%
• Prevalência em tela <2h/dia: 18/120 = 15%
RP = 40% / 15% = 2,67
📝 INTERPRETAÇÃO:
Prevalência de miopia é 2,67 VEZES MAIOR em crianças com tela >4h/dia, mas use linguagem de "ASSOCIAÇÃO".
⚠️ LIMITAÇÃO DO TRANSVERSAL AQUI:
NÃO PROVA que tela CAUSA miopia! Possível explicação:
• Causalidade reversa (bidireccionalidade): crianças já míopes preferem ficar em casa vendo tela (miopia causou tela, não tela causou miopia)
• Estudo é uma "FOTO PARADA" — não sabe quem ficou míope primeiro
• Confundidores: genética (pais míopes), ambiente (leitura, luz), atividade ao ar livre
Para provar causa: seria preciso coorte prospectiva (acompanhar crianças sem miopia e ver quem desenvolveu conforme tempo de tela)
Q30.
1) Defina meta SMART. 2) Explique PICO, FINER e SMART usando analogia do dia a dia (viagem).
✅ GABARITO
META SMART:
"Reduzir tempo de tela para <2h/dia em 70% das crianças da Escola Municipal Z, através de programa "Olho Saudável" (educação + atividades ao ar livre), até agosto de 2024."
• S ✅: <2h/dia em 70% crianças (Escola Z)
• M ✅: 70% de cobertura (indicador percentual)
• A ✅: Atividades ao ar livre são factíveis (pátio escola)
• R ✅: Reduz miopia (RP=2,67)
• T ✅: Até agosto de 2024
🎯 ANALOGIA: A PESQUISA COMO UMA VIAGEM
PICO/PECO = Planejamento da viagem:
"Vou para Portugal (População)
visitando Igrejas (Intervenção/Exposição)
comparando com Castelos (Comparação)
para tirar fotos boas (Outcome/Desfecho)."
→ PICO: você decide o roteiro | PECO: roteiro já existe
FINER = Viagem é boa mesmo?
• Factível? Tenho passaporte e dinheiro?
• Interessante? Realmente quero ver igrejas?
• Novo? Nunca fui (não é repetido)?
• Eético? Não vou invadir propriedade privada
• Relevante? Voltarei com fotos legais para mostrar
SMART = Metas concretas da viagem:
"Visitarei 5 igrejas em Lisboa, fotografando 50 vitrais, usando camera profissional que tenho, para montar exposição, entre 15-25 de junho."
• Specífico: 5 igrejas, 50 vitrais, Lisboa
• Mensurável: número de igrejas e fotos
• Alcançável: tenho câmera e tempo
• Relevante: vai resultar em exposição
• Temporal: 15-25 junho (datas definidas)