Ansiolíticos e hipnóticos
Pré-aula completa: conteúdo base, tabelas e questões. Na Parte 1, os blocos Apostila 04-08 seguem o PDF parte1_04-08_medical_notes_ansiedade.pdf (resumo por tópico — não transcrição integral). Reforços nas Partes 2 e 5. Circuito da ansiedade e infográfico das 5 classes estão só em texto por ora (figuras ruins removidas) — use o forms3.pdf da pasta P2 para o desenho original.
Índice
Método SRC — por que cada nome “gruda”
Para não decorar fármaco como lista solta, use SRC (igual às outras matérias P2 do site):
- S — Som: quebra sonora do nome em pedaços com imagem.
- R — Referência: um emoji/âncora visual ligada ao mecanismo ou efeito-chave de prova.
- C — Cena: microhistória absurda (2 segundos) que embute a informação clínica.
Abaixo, nos blocos SRC desta página, cada fármaco importante vem com a cola pronta — o texto técnico continua logo em seguida nas partes.
Material em PDF (forms3)
Panorama clínico e classes PROVA
Panorama: ansiedade, insônia e classes (forms3)
Transtornos de ansiedade (TAG, fobia social, pânico, TEPT etc.) pedem base psicoterápica; fármacos são sintomáticos. Insônia episódica ou crônica — escolha de hipnótico conforme latência, manutenção do sono, idade, apneia, dependência.
Classes em visão geral
- BZD: PAM do GABA-A; sedação, quedas, tolerância, dependência.
- Z-drugs: GABA-A com perfil α1; comportamentos complexos no sono.
- Buspirona: 5-HT1A parcial; sem sedação imediata tipo BZD.
- Orexina, melatonina, barbitúricos: ver Partes 5–7.
📄 Apostila — panorama da aula
Roteiro espelhado na apostila 04-08 — arquivo parte1_04-08_medical_notes_ansiedade.pdf (resumo por tópico; não colamos transcrição integral).
Ideia central: transtornos de ansiedade precisam de base (psicoterapia etc.); fármacos são sintomáticos. Insônia entra no mesmo eixo clínico. Classes citadas: BZD, fármacos Z, buspirona, e ainda orexina, melatonina, barbitúricos nas partes seguintes.
Como a apostila organiza o gancho sono × ansiedade: benzo é rápido na crise, mas seda — daí hipnóticos e sono no roteiro.
1) Por que sono entra na mesma aula que ansiedade?
Ideia central: benzodiazepínicos são ansiolíticos rápidos (crise aguda), mas causam sonolência com frequência — daí o gancho para hipnóticos (fármacos Z, menção a antagonistas de orexina na fala).
- Ansiedade em espectro: normal/adaptativa (alerta) vs transtorno (persistente, sofrimento, prejuízo).
- Agudo → benzo (rápido). Crônico → ISRS/IRSN (demoram).
- Sedação: pode ser efeito indesejado (prova, direção) ou terapêutica (insônia no plano).
Prova: não confundir “tratou” com “só sedou” — máscara causa e favorece uso indevido.
📄 Apostila — 1) Sono no mesmo tema que ansiedade
Ideia central: benzos entram como ansiolítico de ação rápida (crise aguda); sonolência frequente explica falar de sono e hipnóticos (fármacos Z, menção a antagonistas de orexina).
- Espectro: ansiedade adaptativa (alerta) vs transtorno (persistente, sofrimento, prejuízo).
- Agudo → benzo; crônico → ISRS/IRSN (demoram).
- Sedação: efeito colateral (prova, trabalho, direção) ou terapêutica (insônia no plano).
Erros / prova: não confundir “tratou” com “só sedou”; não banalizar transtorno nem patologizar nervosismo normal.
2) Ansiedade normal vs transtorno (lógica tipo DSM)
Ansiedade útil prepara “lutar ou fugir”. Vira transtorno com duração, sofrimento clinicamente significativo e prejuízo funcional.
Perguntas práticas: (1) Há tempo demais em excesso? (2) Derruba a pessoa? (3) Atrapalha prova, trabalho, sair de casa, autocuidado? Sem tempo/prejuízo → pode ser situacional.
Prova: não banalizar nem patologizar tudo — contexto do curso/cidade importa.
📄 Apostila — 2) Normal vs transtorno (lógica tipo DSM)
Ideia central: ansiedade útil prepara “lutar ou fugir”. Vira transtorno com duração, sofrimento clinicamente significativo e prejuízo funcional.
- Perguntas: excesso por vários dias? derruba a pessoa? atrapalha prova, trabalho, sair de casa, autocuidado?
- Sem tempo/prejuízo sustentado → pode ser situacional.
Exemplos da apostila: nervoso na semana da prova e depois volta à rotina (normal) vs não chegar/concluir, precisar de ajuda, dias recluso (transtorno).
3) Automedicação e psicotrópicos
A aula alerta: uso sem avaliação (ex. citado na fala) é incoerente com futuro médico. Sem diagnóstico você não sabe caixa diagnóstica, comorbidades, interações, dependência.
Prova: “funcionou para fulano” não é critério clínico.
📄 Apostila — 3) Automedicação e psicotrópicos
Ideia central: uso sem avaliação é perigoso e incoerente com futuro médico (aula cita exemplos como medicação “emprestada”).
- Sem avaliação: não sabe diagnóstico, comorbidades, interações, dependência.
- Manejo = diagnóstico + plano (psicoterapia e/ou fármaco conforme caso).
Prova: “funcionou para fulano” não é critério clínico.
4) “Caixas” de transtorno — o gatilho manda
Sintomas se parecem; diferencia natureza do medo / gatilho. Exemplos na fala: TAG, pânico, fobias, ansiedade social, agorafobia, separação, mutismo seletivo. DSM-5: TOC e TEPT fora do capítulo ansiedade, mas com tom ansioso.
Investigar: medo de quê? em que situações? evita o quê? quanto atrapalha a vida?
📄 Apostila — 4) Caixas diagnósticas: o gatilho manda
Ideia central: sintomas físicos/psíquicos se parecem entre transtornos; diferencia natureza do medo / gatilho.
- Exemplos: TAG (pode durar muitos dias), pânico, fobias, ansiedade social, agorafobia, separação, mutismo seletivo.
- DSM-5: TOC e TEPT fora do capítulo ansiedade, mas com tom ansioso.
- Investigar: medo de quê? contexto? evitação? prejuízo funcional (depende da vida/profissão — ex.: fobia de avião vs comissária).
5) Dois motores da ansiedade (depois: circuito A→B→C)
Medo (ameaça) ↔ amígdala / sistema límbico. Preocupação (ruminação, antecipação) ↔ alça córtico–estriado–talâmico–cortical (CSTC).
O detalhamento está na seção Circuito da ansiedade abaixo, na mesma ordem do slide.
📄 Apostila — 5) Medo vs preocupação · circuitos
Ideia central: Medo (ameaça) ↔ amígdala / límbico. Preocupação (ruminação) ↔ alça CSTC.
5.1 Amígdala: hiperativa → projeções ao córtex (mente acelerada), substância cinzenta central (lutar/fugir), núcleo parabraquial (respiração / “ar não entra”), hipocampo (memórias), hipotálamo/cortisol (metabolismo, imunidade).
5.2 CSTC: loop córtex → estriado → tálamo → córtex; normal resolve e passa; patológico rouba sono e função.
Figuras: diagramas 1–2 no PDF (Fase 4) e seção Circuito nesta página.
6) Neuroquímica: aceleradores vs freios
Excitatórios: noradrenalina, dopamina, glutamato. Freios / moduladores: GABA; serotonina (depende do receptor). Na ansiedade: excitação > inibição.
GABA tenta frear e “não dá conta”; serotonina pode frear ou excitar conforme receptor.
📄 Apostila — 6) Neuroquímica: aceleradores × freios
Ideia central: Excitatórios: noradrenalina, dopamina, glutamato. Freios / moduladores: GABA; serotonina (depende do receptor). Na ansiedade: excitação > inibição.
- GABA tenta frear e “não dá conta”.
- Serotonina pode inibir ou excitar conforme receptor.
- Não existe “aumentar dose de GABA” — GABA é neurotransmissor; fármacos modulam ação GABAérgica.
7) Serotonina na amígdala — paradoxo PROVA
5-HT1A (metabotrópico, Gi): efeito inibitório — “freia pânico”. 5-HT3 (ionotrópico): excitatório, rápido — pode piorar excitação e liberar glutamato/DA/NA.
Modelo citado: possível menos 5-HT1A (downregulation) → predomínio relativo de efeito excitatório.
Prova: mesma molécula (serotonina), mesma região (amígdala), efeitos opostos conforme receptor.
📄 Apostila — 7) Serotonina na amígdala (paradoxo)
Ideia central: muitos receptores de serotonina; na amígdala: 5-HT1A (metabotrópico, Gi) → inibitório, “freia pânico”; 5-HT3 (ionotrópico) → excitatório, rápido.
- Serotonina não “escolhe” receptor; liga ao que está disponível.
- Modelo citado: possível menor expressão de 5-HT1A (downregulation/internalização) → predomínio relativo de efeito excitatório via 5-HT3 e liberação de glutamato/DA/NA.
Prova: mesma molécula, mesma região, efeitos opostos conforme receptor.
8) Benzo na crise — não é tratamento crônico PROVA
Aumentam ação do GABA, ação rápida. Na fala: não estender além de ~4 semanas; risco tolerância/dependência; desmame (taper), não parar seco.
📄 Apostila — 8) Benzo na crise (não é crônico)
Ideia central: aumentam ação do GABA, rápidos; não são tratamento crônico do transtorno — tolerância e dependência. Na aula: evitar prescrever além de ~4 semanas; se usou, desmame (taper), não parar seco.
Prova: uso prolongado errado; suspensão abrupta = erro grave (retirada/rebote; contexto de convulsão citado na fala).
12) Agudo vs crônico — “ponte” com benzo PROVA
ISRS/IRSN demoram ~4–6 semanas; benzo cobre sintomas no início. Quando o crônico “engrena”, reduzir benzo aos poucos. Mecanismos diferentes (não é o mesmo sítio do GABA-A).
📄 Apostila — 12) Agudo vs crônico · ponte com benzo
Ideia central: ISRS/IRSN demoram ~4–6 semanas; benzo cobre o início; quando o crônico “engrena”, reduzir benzo aos poucos. Mecanismos diferentes (não mesmo sítio que GABA-A do benzo).
- Iniciar crônico + benzo temporário; na metade do período típico, começar desmame do benzo (lógica da aula).
13) ISRS vs IRSN e comorbidades
IRSN sobe noradrenalina também — “acelerador”; pode pesar se há palpitações/cardiopatia. Escolha com olhar em comorbidades.
📄 Apostila — 13) ISRS vs IRSN e comorbidades
Ideia central: ISRS pesa mais em serotonina; IRSN também sobe noradrenalina (“acelerador”) — pode pesar com palpitações/cardiopatia.
Escolha: ponderar comorbidades; nomes exatos na aula podem vir ruidosos na transcrição — cruzar com bulas/aula presencial.
14) Ansiedade × TDAH — não fechar diagnóstico correndo
Desatenção pode ser ansiedade, TDAH ou ambos. Risco: estimulante “para foco” + benzo “para dormir” sem reavaliar — iatrogenia e dependência.
📄 Apostila — 14) Ansiedade × TDAH
Ideia central: desatenção pode ser ansiedade, TDAH ou ambos. Risco: estimulante “para foco” + benzo “para dormir” sem reavaliar — iatrogenia e dependência.
Diagnóstico pode levar tempo; não fechar em consulta única.
15) Gabapentina / pregabalina
Menção na aula em cenários com dor comorbida; raciocínio de cuidar dos dois eixos (não como primeira escolha universal na transcrição).
📄 Apostila — 15) Gabapentina / pregabalina
Ideia central: opções em alguns quadros, especialmente com dor associada (também analgesia) — não como primeira escolha universal.
Itens 9–11 do PDF (GABA-A α1/α2, fármacos Z, benzo × barbitúrico frequência/duração) estão detalhados na apostila e nas Partes 2 e 5 desta página.
Checklist rápido (apostila — não esquecer)
- Dois motores: medo ↔ amígdala · preocupação ↔ alça CSTC
- Benzo: ↑ frequência abertura canal · Barbitúrico: ↑ duração (ver Parte 2)
- α1 ↔ sono · α2 ↔ ansiolítico · Z-drugs mais α1 (Parte 5)
📄 Apostila — consolidação (não esquecer)
- Transtorno = duração + sofrimento + prejuízo funcional; “ansiedade” não é um único diagnóstico — gatilho/natureza diferenciam.
- Dois motores: medo ↔ amígdala; preocupação ↔ CSTC.
- Neuroquímica: NA/DA/glutamato vs GABA/serotonina insuficientes ou desequilibrados.
- Prova: paradoxo 5-HT1A × 5-HT3 na amígdala.
- Prova: benzo agudo/curto (~4 semanas), desmame; ISRS/IRSN demoram; benzo como ponte.
- Prova: GABA-A α1 sono vs α2 ansiolítico; Z-drugs mais α1; benzo ↑ frequência do canal, barbitúrico ↑ tempo aberto.
Suas anotações extras (Parte 1)
Anotações salvas automaticamente só no seu aparelho.
Circuito da ansiedade (conteúdo da aula — sem recortes de imagem)
Figuras do infográfico de circuito estão fora por enquanto (qualidade dos recortes). O roteiro A→B→C segue a lógica do slide / forms3; use o forms3.pdf exportado na pasta P2 para ver o desenho original.
Fármacos com ação ansiolítica — cinco abordagens
Recortes do infográfico forms3 foram removidos até termos figuras boas. A sequência abaixo segue o mesmo roteiro do slide (3 em cima, 2 embaixo no PPT). Confira desenho no forms3.pdf.
Flashcards — Parte 1
Questões objetivas — Parte 1
GABA-A e benzodiazepínicos — mecanismo PROVA
🎤 O que a professora falou
Da apostila (04-08) — GABA-A, α1/α2, Z-drugs e barbitúrico
GABA-A: canal de Cl⁻; GABA hiperpolariza. Benzo: PAM — não abre só; depende do GABA; aumenta frequência de abertura.
α1 → mais sedação/sono (hipotálamo citado na aula). α2 → mais eixo ansiolítico (amígdala, hipocampo, córtex…). Benzo não “escolhe”; efeitos combinam.
Z-drugs: mesmo sítio em geral, mais seletivas α1 → boas para dormir, fracas para tratar ansiedade de dia.
Prova: benzo ↑ frequência de abertura · barbitúrico ↑ tempo que o canal fica aberto (mais risco de depressão do SNC em overdose).
Receptor GABA-A
Canal ligante-dependentes de Cl⁻. O GABA endógeno abre o canal → hiperpolarização → menos excitabilidade. BZD ligam-se em sítio alostérico (não substituem o GABA): aumentam a frequência de abertura do canal na presença de GABA — classificados como moduladores alostéricos positivos (PAM).
Flashcards — Parte 2
Questões objetivas — Parte 2
BZD — farmacocinética e uso clínico
🎤 O que a professora falou
Tabela do slide — BZD (meia-vida, metabólito, duração)
Mesma estrutura e posição das colunas do forms3: fármaco à esquerda; meia-vida, metabólito e duração centralizados. Cores da barra à esquerda: ultracurta (azul) e curta (roxo), como no PPT.
| Fármaco (s) | Meia-vida (h) | Metabólito ativo | Meia-vida do metabólito (h) | Duração total da ação |
|---|---|---|---|---|
| Midazolam (Dormonid®)Spray nasal disponível | 2 a 4 | Derivado hidroxilado | 2 | Ultracurta (< 6 h) |
| Lorazepam (Lorax®), oxazepam, temazepam, lormetazepam | 8 a 12 | Não | — | Curta (12 a 18 h) |
| Alprazolam (Frontal®) | 6 a 12 | Derivado hidroxilado | 6 | Média (24 h) |
| Diazepam (Valium®), clordiazepóxido | 20 a 40 | Nordazepam | 60 | Longa (24 a 48 h) |
| Flurazepam (Dalmadorm®) | 1 | Desmetil-flurazepam | 60 | Longa |
| Clonazepam (Rivotril®) | 50 | Não | — | Longa (~40 h) |
Comparação rápida (estudo)
| Fármaco | Notas | Uso típico |
|---|---|---|
| Diazepam | Longa ação; metabolitos ativos (ex.: nordiazepam) | Ansiolítico; alcool abstinência (contexto hospitalar); status epilepticus (vias específicas) |
| Lorazepam | Glucuronidação; menos metabolitos ativos acumulando | Ansiedade aguda; sedação; EME (protocolo do serviço) |
| Midazolam | Curta; solúvel em água (anel aberto); sedação procedimento | IV/IM/bucal (pediatria crise); UTI/anestesia |
| Alprazolam | Meia-vida intermediária; perfil ansiolítico intenso | TAG/pânico (com cautela dependência) |
| Clonazepam | Longa; potente | Ansiedade, crises epilépticas (outra indicação) |
| Oxazepam / Temazepam / Triazolam | Escalas de meia-vida / uso noturno | Hipnótico ou ansiolítico curto conforme meia-vida |
Comparativo rápido BZD × Z-drugs (aula / prova): números são ordens de grandeza para estudar; meia-vida real varia com idade, interações e formulação. Dependência e quedas existem em BZD e em hipnóticos Z — nunca trate como “zero risco”.
| Fármaco | Meia-vida (h), ideia | α1 / hipnose | Uso típico (resumo) |
|---|---|---|---|
| Diazepam | Muito longa (20–100+; metabólitos) | BZD clássico (várias subunidades) | Ansiedade, abstinência álcool (H), SE |
| Lorazepam | Intermediária (~10–20) | BZD clássico | Ansiedade aguda, EME, glucuronidação |
| Midazolam | Curta (~1–4) | BZD clássico | IV, sedação, procedimento |
| Alprazolam | Intermediária (~10–14) | BZD clássico | TAG, pânico |
| Clonazepam | Longa (~20–50) | BZD clássico | Ansiedade, epilepsia (outra indicação) |
| Zolpidem | Curta (~2–3) | Mais discutida α1 / hipnose | Insônia (início do sono) |
| Zopiclona / eszopiclona | ~4–6 | Hipnótico Z | Insônia (manutenção) |
| Zaleplon | Muito curta (~1) | Hipnótico Z | Latência do sono |
Fonte de referência para revisar números: bulas e tabelas de farmacologia clínica; use na prova o que a professora fixar.
Meia-vida aproximada (h) — visual
Barras usam valor representativo no meio da faixa típica (eixo pedagógico). Diazepam/clonazepam: efeito clínico pode durar mais por metabólitos.
BZD em tons de verde-água; Z-drugs em roxo. Gráfico ilustrativo — não substitui bula nem decisão clínica.
Colas SRC — principais BZD da tabela
Cada caixa é independente; use na ordem que preferir para fixar nome + mecanismo de prova.
DIAZEPAM
LORAZEPAM
MIDAZOLAM
ALPRAZOLAM
CLONAZEPAM
Efeitos adversos comuns
- Sedação, ataxia, quedas (idoso), anterógrada amnésia.
- Tolerância aos efeitos sedativos/ansiolíticos; risco de dependência física e psíquica.
- Interação grave com álcool e outros depressores do SNC.
Flashcards — Parte 3
Questões objetivas — Parte 3
Flumazenil e intoxicação por BZD
🎤 O que a professora falou
FLUMAZENIL
Antagonista competitivo no sítio benzodiazepínico do GABA-A. Reverte sedação/hipnose por BZD puros em contexto controlado.
- Cuidado: em overdose mista (ex.: BZD + TCA ou cocaína) ou epilepsia/tratamento anticonvulsivante, risco de convulsões precipitadas — uso restrito e monitorado.
- Meia-vida curta: pode haver ressedação — monitorização prolongada.
Flashcards — Parte 4
Questões objetivas — Parte 4
Z-drugs e hipnóticos não-BZD
🎤 O que a professora falou
Zolpidem, zaleplon, zopiclona / eszopiclona
Atuam no GABA-A com seletividade relativa para subtipos contendo α1 (associação a sedação/hipnose). Não são “livres de risco”: dependência, amnésia, e comportamentos complexos durante o sono (dirigir, comer) já descritos.
SRC — Z-drugs citadas
Flashcards — Parte 5
Questões objetivas — Parte 5
Buspirona, melatonina, orexina, barbitúricos
🎤 O que a professora falou
BUSPIRONA
Agonista parcial 5-HT1A. Efeito ansiolítico com latência de semanas; não substitui BZD em ansiedade aguda. Menor potencial de dependência tipo BZD.
Melatonina / ramelteona
Ajuste circadiano; úteis em certos padrões de insônia e jet lag conforme protocolo.
Antagonistas de orexina
Ex.: suvorexante — bloqueiam receptores de orexina A/B; hipnótico com mecanismo distinto.
Barbitúricos (visão de farmaco)
↑ tempo de abertura do canal GABA-A; toxicidade estreita (respiração, coma). Fenobarbital ainda em nichos (ex.: epilepsia, contextos específicos de UTI em protocolos).
Flashcards — Parte 6
Questões objetivas — Parte 6
Populações especiais e segurança
🎤 O que a professora falou
Idosos
Maior sensibilidade; risco de quedas, fraturas, delirium. Listas tipo Beers desaconselham muitos BZD crônicos.
Gestação / lactação
BZD: risco de síndrome de abstinência neonatal e “floppy infant”; decisão caso a caso. Evitar hipnóticos sedativos sem necessidade clara.
Interações
Álcool, opioides, antihistamínicos sedativos, alguns antipsicóticos — somam depressão do SNC. CYP450: alguns BZD metabolizados por enzimas hepáticas (interações com inibidores/indutores).